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Capcom e seu dilema, a hipersexualidade

Olá Antarianos e Antarianas

Viemos falar de um assunto polêmico, CORPOS, femininos em especial.

O novo trailer de Street Fighter V (o jogo será lançado dia 16 de fevereiro) saiu nessa semana e você pode conferir clicando aqui alguns golpes, figurinos, personagens, etc. E então eis que vemos Laura, lutadora de Jiu-Jitsu e brasileira, até aí tudo bem, estamos sendo representados (uhul), porém que gera intriga no mundo virtualgalático são suas roupas.






Top com seios a mostra, calcinha sobressaindo do short que tá mais pra calcinha
            *Imagens retiradas diretamente do trailer, qualidade sujeita a decadência.

Milhares de críticas surgiram referindo-se ao figurino criado pela Capcom para a personagem, já que objetifica ainda mais a mulher e transforma seu corpo em mercadoria para entretenimento, coisa da nosso querido comércio, que já dizia Adorno, na Indústria Cultural tudo se torna negócio. Então, nada mais esperto que criar um personagem para sanar fetiches masculinos, já que a maioria de seu público são homens.





A companhia diz que "Muitos dos personagens masculinos em Street Fighter V têm os corpos bastante expostos também". Essa comparação de igualdade em "exposição de corpos", no entanto, não encerra a discussão, na verdade, ela aumenta o problema em si.
No caso "os personagens masculinos" é o Zangief que também tem parte de seu corpo a mostra entre sua roupa, porém quantidade de roupa não definiria a sensualidade por trás das características usadas, as insinuações e gestos valem muito mais. E sabemos que a Capcom já vacilou uma vez, quando fez a personagem Rainbow Mika com um especial onde ela batia nas nádegas e a câmera dava um close na dita cuja. Foi censurado depois de muitas críticas.





Há quem rebata falando sobre a liberdade de escolha, mas a Laura e a Rainbow Mika são criadas, produzidas para entreter e deixar com que o sexo fale mais alto que o conteúdo. Street Fighter é um jogo excelente, é muito difícil quem não goste e mais difícil ainda quem nunca tenha jogado. 

Para Bruno Lazzarini, mestrando em cultura audiovisual pela Universidade de São Paulo (USP), que está escrevendo um artigo acadêmico sobre Street Fighter, o motivo é bem mais simples - e lógico. “Por que a Capcom hipersexualiza as personagens? Simples: porque sexo vende e eles veem um público de Street Fighter majoritariamente masculino. Isso acontece principalmente no Japão, onde a desigualdade entre homens e mulheres é ainda maior do que por aqui, portanto existe essa diferença cultural com o Ocidente”, diz.


Ainda mais se dizendo por "cultura brasileira", estamos cansados e cansadas de sermos taxadas por bunda, carnaval e futebol, certo? TEMOS MUITO CONTEÚDO A OFERECER.
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