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Quarteto Fantástico - Avaliação

Quando Quarteto Fantástico foi anunciado muita dúvida pairou sobre as cabeças dos fãs, a FOX vinha de um ótimo X-Men: Primeira Classe e tinha pela frente um Dias de um Futuro Esquecido que fez bastante sucesso de bilheteria, ainda assim o fantasma dos primeiros dois filmes do quarteto ainda assombravam a trama. Quando o primeiro trailer foi revelado uma legião de fãs saiu em defesa do filme, já que o tom estava extremamente diferente do que fora mostrado nos dois primeiros filmes feitos pela FOX, ao decorrer do ano mais trailers, clipes e teasers foram revelados e mais fãs saíam em defesa do reboot. Então eis que "o dia que fora profetizado" chegou, a estréia de Quarteto Fantástico, a empolgação era enorme, pena o filme não estar a altura.


O novo filme de Josh Trank sofreu bastante nas mãos da FOX, a produtora se meteu no projeto desde o início, os executivos viram a primeira versão do filme e não gostaram e a partir dali o filme parece ter ido ladeira abaixo. O filme adotou um tom sombrio, típico do gênero escolhido, ou seja, ficção científica e neste sentido o filme conseguiu um dedão positivo, a zona negativa ficou bem feita, os poderes dos personagens ficaram esteticamente bons (principalmente o Coisa), mas os "picotes" feitos pela FOX ficaram evidentes, o filme segue um fio condutor até uma certa altura e a partir dali começa a repetir fórmulas de outros filmes, tem espaço para tudo e todos, desde o primeiro Quarteto Fantástico até 2001 (o filme do Kubrick), porém todas as referências utilizadas ficam mal feitas e ao invés de prestar alguma homenagem, elas apenas tem o papel de fazer aquilo parecer uma cópia.


O laboratório parece ser o local favorito de gravações de Trank, já que o filme se passa quase que inteiro dentro dele, e mesmo gastando tanto tempo com o ambiente, o núcleo ainda não fica bem feito. Mas se no laboratório houve algo de bom, isto foi a relação entre os personagens, Reed Richards (Miles Teller), Sue Storm (Kate Mara), Johnny Storm (Michael B. Jordan) e Victor Von Doom (Toby Kebbell) tem uma ótima ligação e o antagonismo estabelecido entre Reed e Victor foi muito bem feito também, a diferença de pensamento entre os dois fica evidente desde o primeiro momento em que se encontram.


Já o drama familiar presente no filme não merece elogio algum, a relação conturbada de pai e filho entre Johnny e Franklin além de mau explicada e mau estabelecida, também fica mau resolvido, ou melhor dizendo, bem resolvida, mas sem qualquer explicação ou motivação. A relação entre Reed os pais (no caso mãe e padrasto) nem sequer é mostrada, mas neste caso pode ser perdoado, afinal de contas, é melhor não mostrar nada do que mostrar algo e não resolver. A relação de Ben Grimm e sua família também não fica bem estabelecida, seu irmão mais velho (pareceu ser um irmão mais velho pelo menos) aparece em apenas uma cena, diz um "easter egg" e depois nada nem sequer é citado sobre o mesmo.


No ato final uma centelha de esperança surge, porém é rapidamente apagada para dar lugar à decepção, com uma cena de ação de dar pena e sem muito sentido o filme se despede, sem muitas explicações, sem efeitos especiais bons (pareceu até que o dinheiro acabou), sem um vilão com justificativa, sem emoção, sem aquilo que todos nós queríamos ver. O reboot da FOX tentou fazer diferente e fez, contudo não conseguiu fazer com que o filme chegasse ao patamar de qualidade que o Quarteto Fantástico merece!

Nota: 4,0 (regular)

Por: Gustavo Lopes
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