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Tomorrowland: Um lugar onde nada é impossível - Avaliação!

O dicionário define a palavra distopia da seguinte forma:
1 - Lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação;
2 - Qualquer representação ou descrição de uma organização social futura caracterizada por condições de vida insuportáveis, com o objetivo de criticar tendências da sociedade atual, ou parodiar utopias, alertando para os seus perigos.

Tomorrowland chega com o intuito de desferir um golpe certeiro nos longas e séries que bebem na fonte da distopia há alguns anos, o filme se posiciona contrário às ideias apocalípticas difundidas ultimamente, e tal posicionamento é exibido por todo o filme (chegando ao ponto de os personagens citarem). Mas aparentemente o filme não somente quis se posicionar contra as distopias, como também quis trazer de volta um conceito há muito esquecido: a utopia.


O filme da Disney mostra em seus primeiros minutos o que é, ou seja, um filme da Disney, o otimismo emana do longa a todo momento, e quando há pessimismo é justamente para que haja o posicionamento citado acima. O visual do filme é sem sombra de dúvidas seu ponto forte, a computação gráfica funciona e um mundo novo surge diante de nossos olhos. O futuro "profetizado" por Walt Disney é trazido de volta às telonas e nele temos mochilas a jato, roupas e prédios cromados, banheiras voadoras e é claro, muito lazer.


Na trama Casey Newton (Britt Robertson) é uma adolescente com enorme curiosidade pela ciência, um dia ela encontra um pin (ou como eu gosto de chamar, broche) que a leva para um realidade paralela assim que é tocado (por ela). Após o pin parar de funcionar ela vai atrás de resposta e depois de uma série de acontecimentos acaba conhecendo Frank Walker (George Clooney), um ex-garoto prodígio que após ser banido da "cidade do futuro" acaba ficando desiludido. Logo a garota curiosa e o "menino" gênio se unem para juntos embarcarem numa missão perigosa, consertar o mundo.


O maior ponto fraco do filme é sua simplicidade em termos de roteiro, que por diversas vezes torna-se previsível, além disso as cenas clímax do longa não entusiasmam como deveriam. Outro ponto fraco do filme é seu vilão, simplesmente pelo fato de que não há vilão, o filme optou por nos entregar um anti-herói (não, não é a mesma coisa) que no fim das contas só queria o bem da humanidade (mais um pra lista de vilões que não estavam errados). Porém o filme não tinha a missão de ser complexo ou de criar um vilão marcante, e sim a de nos fazer refletir e nos trazer uma utopia com a qual possamos sonhar.


Tomorrowland claramente tenta arrumar a bagunça criada pelos longas e séries que retratam o apocalipse, ele tenta disseminar a sementinha do otimismo e para isso leva ao público uma mensagem extremamente clara, a de que se nós temos o poder para destruir o mundo, também temos o poder para salvá-lo!

Nota: 7,5 (Bom)

Por: Gustavo Lopes
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