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Vingadores: Era de Ultron - Avaliação

É interessante quando se pensa na relação entre criado e criatura, pois em vários sentidos a criatura sempre será parecido com o criador, seja no propósito para o qual foi criada, seja na aparência, seja nos atos ou em qualquer outro ponto que ambos possam se parecer. E é dessa relação que Vingadores: Era de Ultron trata ao confrontar criado e criatura, de um lado temos Tony Stark (Robert Downey Jr.), do outro temos Ultron (James Spader). As semelhanças são tão evidentes que torna-se impossível não notar (até porque os próprios personagens falam isso), Tony criou um ser a sua imagem e semelhança.


Neste ponto chegamos a outro fato interessante na tênue relação entre criador e criatura, existem apenas dois caminhos a se seguir, ou se nega a semelhança e se tenta destruir o criador, ou a aceita e busca cada vez mais estar próximo de seu criador. Ambos os lados são mostrados no longa, de um lado temos Ultron e do outro temos Visão (Paul Bettany). Um herdou o egocentrismo de seu criador, o outro é a consciência, a serenidade e a pureza em pessoa (se é que se pode chamá-lo de pessoa). O conflito poderia ser o ponto alto do filme, mas há algo mais importante a ser notado, trata-se da consciência, pois ela é o pilar que sustenta o conflito.


Dessa forma faz todo o sentido o filme contar com uma personagem como a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), já que a mesma consegue manipular a mente. Stark e Ultron são autodestrutivos, não possuem consciência da dimensão de seus atos, enquanto isso Hulk/Bruce Banner (Mark Ruffalo) tem a noção exata do quanto de destruição o mesmo pode causar, já Visão é a evolução, o ápice da "humanidade" e a noção/consciência que falta nos outros parece estar toda presente no mesmo.


Novamente o filme acerta em seus alívios cômicos, contudo há erros. O primeiro deles é o próprio vilão do filme, Ultron surge como uma ameaça desde o início, porém não parece colocar medo em ninguém, seu poder e sua perfeição por vezes são citados, contudo não há como medir tamanho poder. A outra falha fica por conta do Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson), tanto personagem quanto o ator estão apáticos no longa e não parecem ter muitas funções ali, no mais Mercúrio parece ter sido usado apenas por ser o irmão de Wanda (Feiticeira Escarlate) e nada mais. Dos outros personagens e atores da equipe do filme anterior não há o que comentar, a linha de raciocínio  Marvel continua seguindo para os mesmos e todos vão bem. Um dos pontos fortes do filme é a falta de ligações com os filmes passados, e as possíveis ligações com os filmes futuros, os destinos de todos os heróis do filme ficam em aberto, prontos para uma "Guerra Civil" ou para a paz.


Ao final do filme temos a resposta para o conflito anunciado no início deste texto, criador e criatura são equivalentes, porém sempre haverá um vencedor neste conflito e quando se trata de uma batalha de vida ou morte, a evolução sempre falará mais alto!

Nota: 9,0 (Ótimo)

Por: Gustavo Lopes

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