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Hércules – Avaliação

Saudações antarianos e antarianas, depois de algum tempinho de “férias” a nossa ala de avaliações está de volta e neste mês será agitada para os nossos padrões. Começaremos falando do novo longa de Dwayne “The Rock” Johnson, Hércules. Então Vamos lá!


O filme é oriundo de uma HQ escrita por Steve Moore e foi dirigido por Brett Ratner (A Hora do Rush) e o diretor quis fazer um “filme épico à moda antiga” como o mesmo disse, ou seja, com o mínimo de computação gráfica o possível. Isso significa que muitos dos cenários que você viu ou irá ver nos filmes são totalmente ou quase que totalmente reais, os guerreiros que aparecem no filme são todos pessoas de verdade, nada de computação para duplicar figurantes. Um filme com toda essa estrutura com certeza é um épico não é mesmo? Bom, nem tanto!


O filme exclui a mitologia quase que totalmente, mas faz isso até de uma forma inteligente, contudo só até um certo ponto. Os inimigos mitológicos de Hércules na realidade não são tão ameaçadores como se imagina, a Hidra de Lerna, por exemplo, não era uma Hidra e sim homens trajados com um capacete feito de cabeças de cobras. A fama de Hércules é aumentada e difundida pelo mundo por seus amigos, companheiros de batalha, eles criam o mito de Hércules, fazem dele um deus e desta forma conseguem novos trabalhos (eles são mercenários). Mas é neste acerto que o filme começa a errar, uma linha muito tênue separa o genial do comum, confuso ou ruim.

O filme não deixa tão claro assim que a mitologia não existe e faz questão de deixar esta dúvida até o fim do filme e falha ao não retirá-la. Além disso o filme torna-se muito previsível não só pelos trailers contarem muito do filme, como também pelo fato de o roteiro não ser tão bem escrito. O fato é que o enredo é batido e repetido, não que isso seja péssimo, mas com toda certeza não é bom, o filme pode ser classificado como “sessão da tarde”, um filme de ação, com uma história meio fraquinha, uma reviravolta, uma redenção e um final feliz.


Talvez o filme não tivesse sido tão exigido por mim e por tantos críticos se seus atores, diretores e produtores não o tivessem levado tão a sério. O “épico” na realidade não é épico e se nos tivessem avisado antes sua nota poderia ser mais alta. Em outras palavras o filme é divertido de se assistir, damos risadas, pensamos e em alguns momentos até nos arrepiamos (apesar de não ser épico possui uma ou outra cena épica).

Encontraram ao mesmo tempo o ator certo e o ator errado para o filme, na realidade encontraram o ator certo, mas escreveram a história errada para ele. The Rock tem o físico perfeito para dar vida a Hércules, mas não sabe fazer cenas de drama e por falar nisso o drama neste filme é totalmente dispensável, tão dispensável que nem ficou bem desenvolvido. O filme ganharia um bom “up” se tivesse retirado a parte dramática que em um filme “sessão da tarde” é essencial, mas para um épico é dispensável.


Hércules quis se colocar entre os mais esperados e maiores do ano, não conseguiu, mas sinceramente isso já era esperado. Mas se não conseguiram se tornar o filme do ano certamente conseguiram fazer o melhor “Hércules” do ano!

Nota: 6,0 (Regular)

Por: Gustavo Lopes
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